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A Nossa Missão: SSR para Todos

Saúde Sexual Reprodutiva

A Guiné-Bissau é um país oeste africano de 36.125 Km2, limitado ao norte pela República do Senegal, ao sudeste pela República da Guinée e na costa oeste, banhada pelo Oceano Atlântico. O clima é quente e húmido. É um país de 2 053 566 habitantes (taxa de crescimento anual de 2,42%) dos quais as mulheres representam 50,4% da população e jovens menos de 25 anos, 64% (RGPH, 2009). A nível administrativo, existem 9 regiões (a capital Bissau, Bafatá, Biombo, Cacheu, Gabu, Quinara, Oio, Tombali e Bolama/Bijagós) com 36 sectores e pequenas cidades.

De acordo com o relatório do PNUD sobre o Índice Desenvolvimento Humano (IDH) 2019, o país é classificado em 178 posições de 189 países e 99 º em relação ao Índice de Pobreza Humana (IPH). Estima-se que mais de 64,7% da população vive com menos de um dólar por dia (ILAP/DENARP II).

Tal como em todos os países da África Ocidental, as doenças transmissíveis continuam a constituir o maior problema de saúde pública na Guiné-Bissau. Durante os últimos 10 anos, o quadro epidemiológico do país não se alterou, no entanto houve um agravamento das patologias habituais e emergentes, nomeadamente da Tuberculose e do VIH/SIDA. O paludismo, as infeções respiratórias agudas e as doenças diarreicas, continuam a ser os principais motivos de procura dos serviços de saúde e chegam a ultrapassar mais de 70% das causas de todas consultas clínicas, com maior evidência nas crianças menores de 5 anos.

 

Principais problemas de saúde por grupo alvo

A prevalência de contracetivo na Guiné-Bissau é de 16% para todos os métodos, sendo 14,4% para os métodos modernos. A necessidade não satisfeita é de 22,3% e a mortalidade materna situa-se a ordem de 900/100.000 nascimento (MICS5 2014).

A prevalência do VIH é de 3,25% para população geral sendo de 8,9% para as profissionais de sexo e 4,8% para homossexuais.

O principal desafio é como reduzir a mortalidade materna, num contexto de fragilidade do sistema nacional de saúde.

As prioridades da AGUIBEF são promoção de SDSR, aumento de procura e acesso as informações, serviços integrados de SSR, incluindo PF de qualidade às pessoas vulneráveis e socialmente marginalizadas; advocacia para influenciar o governo no sentido de adotar as legislações apropriadas, cumprir com os compromissos nacionais e internacionais relativos a promoção da saúde e direitos sexuais reprodutivos, mobilização de recursos e aumento de financiamento do governo para sector da saúde.